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The Princess and the Frog

The Princess and the Frog: Tiana é negra, e nasceu numa família pobre de Nova Orleans. Em resumo, ela acaba trocando a chance de ganhar dinheiro pelo beijo em um sapo. PORRA, DISNEY! Tudo bem que o amor verdadeiro se revela depois, mas vocês fizeram questão de mostrar a ÚNICA princesa negra do panteão como interesseira. E isso porque nem princesa de nascença ela era. Outro ponto negativo para o vilão, que sendo novaorleansense, não poderia deixar de ser negro e praticante de vodu/santeria. Eu esperava um pouco mais de coerência com a luta anti-racista, se o objetivo (aparentemente) era esse.

Thor: The dark world

Thor: The dark world: Oh, boy, oh fuck. O primeiro Thor foi um lixo, The Avengers me fez querer arrancar os olhos das órbitas com anzóis enferrujados, e ainda assim parei para ver a obra. Quando o Odin falou "Não somos deuses", eu devia ter desligado. Mas não, fui me obrigando a ver bobagens e faltas de nexo umas atrás das outras. Bem-feito para mim.

Army of Darkness

Army of Darkness: eu achava que a dupla Raimi/Campbell era ruim, mas os caras me fizeram acreditar que o poço realmente não tem fundo. Depois de ser transportado para a Idade Média, o Ash descobre que todo mundo da época fala inglês contemporâneo e que os carros americanos são indestrutíveis. Ah, e que os cotos de mãos recentemente decepadas não doem quando ligados a moto-serras. E olha que bacana: apesar de tomar 637 porradas, tombos, bicudos e mais alguns litros de água fervente, as únicas cicatrizes do Ash são mesmas que ele tinha na época da viagem no tempo - essas, não saram mesmo! O exército dos mortos, que estava a "dois dias de viagem", demora a chegar ao castelo tempo suficiente para ensinar aos habitantes medievais os conceitos de química, hidráulica e kung fu. Pense num exército lento - ou num povo inteligente! Classifico o filme como "o mal encarnado": mal-escrito, mal-dirigido e mal-interpretado. Se você preza suas memórias de infância, NÃO VEJA DE NOVO.

World War Z

World War Z: o Brad Pitt tinha meu respeito. Construiu uma carreira honesta, com filmes como "Thelma & Louise", "Legends of the fall", "Kalifornia", "Seven", "Snatch", "Inglorious Basterds" e é claro, Fight Club. Teve lá seus deslizes com "Troy", "Mr. & Mrs. Smith", "Meet Joe Black" e outras películas descartáveis. Mas se besuntar de bosta, gargarejar com vômito de porco capado, tomar caldo de vaso sanitário de rodoviária no canudinho, só "World War Z" conseguiu fazer por ele. PUTA QUE PARIU, BRAD PITT! Você COMPROU os direitos sobre o MELHOR LIVRO DE ZUMBIS JÁ ESCRITO. O roteiro estava na sua mão, dava para ter feito uma série que chutaria os colhões de "The Walking Dead" com a força de um bicudo do Chuck Norris. Dava para transformar cada capítulo em um episódio. Porra, dava para transformar cada capítulo em UM FILME INTEIRO. MAS NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO, TINHA QUE MUDAR TUDO, tinha que colocar água com açúcar até o terror visceral virar piada. A trama agora acontece durante a guerra, e não é mais um "relato oral" feito 10 anos depois do FIM DA GUERRA. O Gerry Lane é uma mistura de Ash com Beowulf, viajando de país em país enquanto tenta viabilizar a criação de uma vacina contra zumbificação. E os zumbis são um caso à parte - não me entenda mal, adoro os frenéticos de 28 days later, mas fazer o que fizeram com o livro só pode ser classificado de "maldade". Os zumbis romerianos, leeeentos e persistentes, cheiraram cocaína, tomaram café e se injetaram com Red Bull. Eu tinha certeza que seria ruim, mas não esperava tanto. Triste, muito triste. Cochilei várias vezes durante o filme, e não fez nenhuma diferença para o andamento da história.

Iron Man 3

Iron Man 3: depois de The Avengers, eu esperava pelo pior. E esse filme é ruim, mas continua sendo muito melhor que Thor, por exemplo. Eu li o arco Extremis bastante tempo depois de escrito, e na época achei um lixinho - mas as colagens feitas do quadrinho para a telona não ficaram tão despropositadas. O que ENCHE O RAIO DO SACO, MESMO, é o fato de terem pintado (mais uma vez) o Stark como um piadista. É praticamente o Homem-Aranha de armadura. E os alívios cômicos (piadinhas e moleques-gênios-de-garagem) vão enchendo a paciência, até culminar com o TROCA-TROCA de armadura. Me lembrou um quadro do Sílvio Santos de mil-novecentos-e-arco-íris-em-preto-e-branco, onde ficavam dançando uns bombadões fedorentos que tiravam a camisa e a calça com um único golpe. As armaduras do Stark agora são do tipo veste-rápido, esteja ele voando, andando, nadando ou cagando. Ruim, ruim, ruim. Mas melhor que Thor.

After Earth

After Earth: a humanidade abusou da Terra, e teve que sair fugida do planeta. Mil anos depois, o lar dos humanos é Nova Prime, um planeta lááááá lonjão. Nesse meio tempo, os humanos arrumaram briga (êta povinho encrenqueiro!) com os s'krell, que são apenas citados e não aparecem no filme. Os alienígenas criaram como arma biológica as ursas, que são monstrões sextúpedes, completamente cegos, que reconhecem a sua presa pelo "medo". Eu suponho que "medo" seja o cheirinho de adrenalina ou algum hormônio/feromônio que o valha. O que me intriga mesmo é como as ursas conseguem navegar pelo ambiente - se não enxergam, e árvores e pedras não sentem medo, como é que elas não saem trombando em tudo ou despencando ? E se elas tem outro sentido (radar, sonar, etc), por que diabos só reconhecem os humanos pelo "medo" ? - pois é essa a grande fraqueza dos bicharocos de mais-de-tonelada: basta um homem sem medo, geralmente membro da família Smith, para matar uma ursa com umas facadinhas. E aliás, PARA QUÊ CARALHOS um cara que já é invisível à ursa vai usar uma lâmina de curto alcance ? Use uma bazuca de longe, seu IMBECIL. Dito isso, o Will Smith é um general sem-medo, o Jaden Smith é o seu filho wannabe-sem-medinho. Os dois caem na Terra junto com uma ursa. O papai quebra a perna e precisa que o filho ache um dispositivo que caiu longe do local do acidente, para pedir socorro. Daí para frente é quase Avatar em termos de cenas de ação, mas com menos empolgação, criatividade e efeitos (BEM) piores. Uma bela merda, se me perguntarem.

Evil Dead II

Evil Dead II: oh, boy, oh, fuck. Eu revi o primeiro filme, e ainda insisti em rever o segundo. A culpa é toda minha, eu admito. Depois de ficarem famosos, o Raimi e o Campbell decidiram fazer a continuação, e para isso mudaram o original. WHAT ? É, não me lembrava disso... Os primeiros 5 minutos do segundo filme fazem um flashback do primeiro, mas o enredo recontado é alterado: ao invés de 5 amigos na cabana, eram apenas o Ash Cigano Igor e sua namorada. Os outros 4 (e não 3) protagonistas chegam depois. Continua tendo livro feito de couro de gente, invocação do demonho e proto-humor. Os efeitos melhoraram um pouco, mas isso equivale a dizer que "mudou de merda de porco para merda de cachorro" (ok, eram os saudosos 1980's). As atuações são tão caricatas que te deixam constrangido o tempo inteiro. Veja por sua conta e risco.

The Evil Dead

The Evil Dead: depois de ver o remake, resolvi rever o original. Amigos, não façam isso. Todo o horror e a fascinação que vocês possam ter adquirido na infância, ao ver a obra, serão destruídos imediata e irremediavelmente. Não há como negar o valor para o gênero de survival horror, mas também não há como negar que o Bruce Campbell e o Sam Raimi deviam ter morrido queimados em suas infâncias. CARALHO, QUE MERDA DE FILME RUIM. Não tem enredo, não tem continuidade, não tem produção. E as ATUAÇÕES SÃO UM CASO À PARTE. O Campbell deve ser parente do Cigano Igor, não tem explicação...

Aftershock

Aftershock: pela sinopse, eu tinha certeza que seria um filme de monstros/zumbis/vampiros. Não é. Na verdade, é um filme de merda, cuja produção empolga (tendo em mente o dinheiro de pinga que o cinema Latino Americano investe em seus filmes, na média) mas que se afoga em cocô ao longo do tempo. Um gringo está visitando os amigos chilenos - que o levam para as baladas más locas. Só que no meio do caminho, tinha um terremoto - e depois do terremoto, tinha a necessidade de sobrevivência num lugar sem lei. Mas é tudo tão previsível e besta, que vai dando raiva. Não sei como consegui chegar ao final - que não-surpreendentemente, é outra bosta.

Oz, the great and powerful

Oz, the great and powerful: nunca fui fã do Mágico de Oz - sempre tive ânsias de socar o leão medroso na fuça e dar uma surra na Dorothy. Quando soube dos editoriais racistas do autor, direcionadas aos indígenas americanos, passei a gostar menos ainda. Nunca achei que no filme clássico, a trilha sonora do Pink Floyd fazia alguma diferença. O que me levou a assistir essa tranca então ? Sinceramente, não sei. Sei é que perdi boas horas da minha vida. Oz é um mágico charlatão, que por conta de um tornado, vai parar na terra de... Oz. UAU, QUE ORIGINAL! O poder lá é controlado pela Mila Kunis e a Rachel Weisz, que são bruxas tchutchucas malvadas. Oz chega pagando de salvador, mas como ele é um bosta egoísta e cheio de 171, quase dá com os burros n'água. Tentaram deixar as pontas malomenos amarradas com o filme clássico, mas a verdade é que a obra do Baum já era uma sequência enorme de falta-de-pé-e-cabeça por si só. Autor racista por autor racista, prefiro o Lobato. Passe longe!

Wrong

Wrong: ainda estou tentando decidir se eu gostei ou não. Talvez devesse ter usado drogas antes de ver a obra. Dolph é um idiota, do calibre do Durval, Charley, Seita, Larry, Bilbo e Ernesto. Ele é apaixonado por Paul, seu cachorro - que é sequestrado. Enquanto isso, a palmeira no quintal do Dolph vira um pinheiro espontaneamente; chove diariamente dentro do ex-escritório do Dolph; o relógio do Dolph consegue marcar horas estranhas como "05:60" (roa-se de inveja, Papai Papudo); o jardineiro do Dolph come a wannabe namorada do Dolph; o vizinho do Dolph sai dirigindo a esmo pelo mundo. Chega então o Master Chang, também conhecido como Zen Yoda Ladrão de Cachorros e seu detetive capaz de ler a memória acumulada na bosta de cães sumidos. Aliás, decidi: o filme é uma bosta de cão sumido. Veja por sua conta e risco.

John dies at the end

John dies at the end: como fazer um filme idiota, a partir de um livro bacana, em 1 lição. E olha que os caras tinham o Paul Giamatti e o diretor de Bubba Ho-Tep para trabalhar. Dave e John são exemplos típicos de white trash, vivendo em uma cidadezinha de merda do meio-oeste americano. Calha que os dois acabam expostos a uma droga que os põe em contato com o mundo do além. Parasitas interdimensionais, fantasmas, realidades alternativas, e uma história prontinha: aqueles casos que tinham tudo para dar certo, e afundaram vergonhosamente. Leia o livro, fuja do filme.

Resident Evil - Damnation

Resident Evil - Damnation: eu acho que vou parar de falar mal da franquia. Não porquê esse seja bom (justamente o contrário), mas porquê eu falo, falo, falo - e continuo assistindo. O Leon "Chuck Norris é um frangote" Kennedy é enviado para uma republiqueta eslava qualquer, para investigar o uso de armas de guerra biológica na guerra civil. As tais armas são os tradicionais monstros linguarudos da série, e também uns frankensteins gigantescos. Sandices, tiros, computação gráfica mezza-boca, e fim.

The beaver

The beaver: o Mel Gibson vem provando a cada dia que o poço não tem fundo. Agora ele é um executivo estressado, herdeiro de uma fábrica de brinquedos, que começa a manifestar sua angústia através de um fantoche de castor. Uma coisa meio Mr. Garrison, só que sem graça. O pau começa a quebrar mesmo quando o castor começa a cantar de galo na relação - uma idéia digna do Ed Wood. Nada que uma serra de bancada não resolva. Passe longe.

Abraham Lincoln, Vampire Hunter

Abraham Lincoln, Vampire Hunter: depois do Poe perseguindo serial killers, é a vez do Lincoln matar vampiros. CARALHO, ROTEIRISTA. Vai ser pouco criativo na casa da puta que te pariu! O velho Abe defendeu os oprimidos desde molequinho, e isso custou a vida da sua mamãe, morta por um chupa-sangue. Depois de velho, ele é recrutado por um vampiro shaolin que o ensina a cortar árvores com uma machadada só, a lutar wire fu, e a matar outros vampiros - todos conveniementeme sulistas confederados e escravocratas. Talvez o sol da Louisiana tenha deixado os vampiros de lá calejados, porque eles não pegam fogo durante o dia, e provavelmente limpam remela com água benta - mas nada disso conta contra o machado de prata-titânio do barbudo, que vence a batalha de Gettysburg atirando balas de canhão de prata nos soldados-vampiros. Passe longe.

Ghost Rider: Spirit of Vengeance

Ghost Rider: Spirit of Vengeance: PUTA QUE PARIU, NICOLAS CAGE! Você não vai parar de fazer filme ruim não ? O Motoqueiro está de volta para ajudar a salvar o filho do capeta de uma horda de padres-ninja. Ah, e o Zarathos agora é um anjo. E o Lúcifer é um demonho de merda, que não tem poder na Terra. PORRA, LÚCIFER! Custava ter invocado logo uns 512 demonhos dos graúdos, ao invés de ter dado um poderzinho de merda ao Blackout ? A única coisa que se salva, no filme inteiro, é a motoca envenenada - uma Yamaha V-Max

Bait

Bait: eu achava que nada poderia ser mais ridículo que cobras num avião. Um tsunami faz com que um pedaço da Austrália fique debaixo d'água. Como tudo o que há na Austrália são cangurus, koalas, crocodilos e tubarões, como desses aí dois não vivem debaixo d'água e um não dá muita grana, a escolha fica óbvia: tubarões brancos de 5 metros passam a rondar entre as gôndolas de um supermercado. Quem está ilhado nas gôndolas vira petisco - e veja que tubarões malvados: eles não param de comer quando a barriga está cheia. E também só te atacam se você se mover. E não comem a carne do açougue não, só gostam de carne de gente. Ah, e apesar de pesarem uma tonelada, se eles te morderem e se pendurarem no seu corpo, você consegue continuar se segurando na corda. E sabe o que é mais mais incrível ? É que com toda essa falta de sentido, o filme ainda é melhor do que Shark Night 3D :-(

Memorial Day

Memorial Day: não é tão monótono quanto Liverpool, mas não fica muito longe não. Vovô serviu na segunda guerra mundial, netinho serve hoje no Iraque. A história intercala lembranças chaaaaatas do vovô com lembranças chaaaaatas do netinho, intercaladas com exaltações à bandeira de listras e estrelas. Só veja se precisar curar insônia.

Jeremiah Johnson

Jeremiah Johnson: não é Liverpool em termos de monotonia, mas se pensarmos que foi feito apenas 2 anos antes de The great Gatsby, faz matutar sobre como é que a carreira do Robert Redford não naufragou nos anos 70. Jeremiah se cansou da civilização, meio Jack Kerouac, meio Christopher McCandless, e resolveu fugir para as montanhas. Só que isso foi no meio dos 1800's, não rolava de ficar de papo pro ar nem gastar tempo abraçando árvores. O Jeremiah tocou o terror nos ursos e castores do lugar, todo mundo virava casaco e chapéu. Imagino as mamães-castores coagindo os filhotinhos a dormirem: "dorme logo, senão o Jeremiah vem e arranca sua pele enquanto você ainda estiver vivo". Por azar, o Jeremiah pisou no calo dos índios da tribo Crow, que decidiram que o escalpo dele ia dar um belo adorno de parede. Corta para muitas cenas insossas do Jeremiah matando índios. Corta para o Jeremiah fugindo para o Canadá. Fim.

Marvel One-Shot: Item 47

Marvel One-Shot: Item 47: mais um micro-caça-níqueis da Merda Marvel. Depois de os chitauri arrombarem Nova Iorque, sobrou 1 canhão de plasma portátil sem ser recolhido pelo governo - e obviamente, caiu nas mãos de ladrões de banco (que coincidentemente são pessoas de bem, levadas ao crime pela necessidade. E bonitos também, merecem a redenção no final). Agora me explique como é que 63 naves-mãe, 1.352 aero-motos, e 7.145.938 de soldados chitauri são abatidos pelos Vingadores, e só sobra UM (One. Ein. Uno. Un. Ichi.) item perdido. PORRA, prefeituras do Brasil! Vocês precisam contratar os garis militares novaiorquinos com urgência.