Jobs: o Steve Jobs era um escroto, disso todo mundo sabia. A biografia revelou um escroto de marca maior, gênio do marketing ou não. Mas ainda assim, a biografia é um bom livro - e conhecendo a maneira como Hollywood trata bons livros, não deveria ter sido surpresa quando saiu um filminho tão escroto quanto o Jobs em si. Relataram mal-e-porcamente uns 15% da biografia, sem falar de coisas-chave como a Pixar, a criação do iMac, a relação com o Bill Gates, as intrigas na cúpula da Apple e vai por aí. Uma merda.
Mostrando postagens com marcador ruim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ruim. Mostrar todas as postagens
Pacific Rim
Pacific Rim: eu estava tão confiante com a direção do Del Toro, e com a história (robôs gigantes dando porrada em monstros), que me esqueci que isso não é garantia de nada. Vide Godzilla, para maiores exemplos. Em algum ponto do futuro, monstros gigantes começam a sair do mar. Para combatê-los, as nações se unem e criam robôs gigantes. Por que diabos não criaram canhões gigantes ou naves gigantes, nunca saberemos. Fato é que os bicharocos trocam sopapos e raios laser, destruindo tudo em volta. Seria muito bom, se fosse bom. Uma pena que é medíocre de dar dó. O Del Toro devia ter assistido Cloverfield, para umas aulas sobre monstros gigantes.
Anna Karenina
Anna Karenina: mais uma das minhas tentativas de incursão pela literatura clássica. Nunca li autores russos, mas já comecei não gostando. A Anna é bonitona e nova, casada com o Karenin, velho e feio. Ela se engraça com o Vronsky, novinho e gostosão. Fica todo mundo sabendo, e ela cai em desgraça perante a aristocracia russa - os dois homens mantêm a sua posição social, é claro, mesmo sendo um corno e outro adúltero. Nesse meio tempo, o Levin era comunista e não sabia, mesmo antes do comunismo surgir - espero que tenha sobrevivido quando os vermelhos chegaram passando o facão em todo mundo. Não sei como se compara ao livro, mas o filme é BEM chato e arrastado. Se gostou de Wuthering Heights
, veja.
Wuthering Heights
Wuthering Heights: tentei ouvir o audiobook, e dormi. Ao ver o filme, dormi mais umas três vezes. Definitivamente, a literatura inglesa do período faz mal à minha insônia. Heathcliff deu o azar de ser adotado por uma familiazinha de merda, no cafundó da Inglaterra do século XVI. O irmão adotivo é um bosta, o pai adotivo é um idiota, a mãe adotiva é uma megera - salva-se a irmã adotiva, que acaba sendo o pivô de um amor amargurado que atravessou anos e me deu muito sono. Se você gosta de razões, preconceitos, orgulhos e sensibilidades em geral, veja. Senão, passe longe.
Beauty and the Beast
Beauty and the Beast: a Bela é uma moçoila prafrentex, que gostar de ler em plena Idade Média - sorte não ter sido queimada como bruxa. Ela vive desviando-se do assédio do Gaston, um machistinha tacanho de merda, mas acaba se rendendo aos encantos do Seu Lunga da Fera - que é mais grosso que papel de enrolar prego, mas que "tem um bom coração". Bela, minha filha... Sai dessa!
Rise of the Guardians
Rise of the Guardians: "A Liga Extraordinária Infantil" poderia ser o nome alternativo da obra. O que é que a Fada do Dente, Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Sandman e Jack Frost tem em comum ? Fácil, são todos chatos! Os heróis supracitados são parte de uma equipe que protege as crianças do mundo, independente de credo - ou assim eu escolho pensar. Quando o Bicho-Papão volta do exílio e começa a transformar sonhos em pesadelos, quem você vai chamar ? Eu sugiro os Caça Fantasmas, e passe longe dessa tranca.
Silent Hill: Revelation
Silent Hill: Revelation: é realmente uma pena que os filmes da franquia não saibam explorar o horror do jeito que o videogame definiu. Dessa vez, a protagonista é a Heather, filha do protagonista do primeiro filme. Ela precisa voltar a Silent Hill ninguém sabe bem por que, e o lugar continua pululando de criaturas que deixariam o Clive Barker com nojinho. Bem fraquinho.
End of watch
End of watch: Bad Boys + Big Brother. O Donnie Darko virou policial da gloriosa LAPD, e junto com seu companheiro mexicano-genérico vai enfrentar traficantes de drogas, traficantes de pessoas e traficantes de influência. Tudo isso enquanto filmam a si mesmos. Adivinhe quem morre no final ?
Resident Evil: Retribution
Resident Evil - Retribution: eu vivo me prometendo que vou parar de acompanhar a franquia, mas não resisto. É mais ou menos como ser viciado em dar marteladas no próprio saco. O filme continua exatamente de onde o anterior parou, o que não quer dizer muita coisa. Agora a Alice tem que invadir uma antiga base submarina russa, atualmente sob controle da Umbrella, para resgatar um clone da sua filha. Porra, Alice! Tem um momento em que você entra numa sala CHEIA de clones da sua filha. Pegasse um qualquer e caísse no capinado, não ? Mas nããããããããão, tem que insistir até que toda a sua fiel equipe esteja morta ou mutilada. Prometo que o próximo eu não vejo.
John Carter
John Carter: eu nunca li nada do Burroughs, pois sempre supus que tivesse envelhecido mal. O filme não deixa dúvidas: envelheceu. John Carter é um veterano da guerra civil americana, que através de um artefato alienígena, é xerocado em Marte. O original permanece na Terra, enquanto a fotocópia se diverte com princesas e dá porrada em gorilas brancos gigantes de seis membros e sem olhos - tudo é fácil para o velho John, porque como Marte tem gravidade menor que a da Terra, lá ele é um bombadão. O fato de a temperatura e a atmosfera serem brutalmente diferentes do que se espera de Marte, no entanto, nem complica tanto a vida do filme. Boooring mesmo é o mundaréu de clichês - a tribo indígena redimida pelo homem branco, a donzela em apuros, as maquinações maquiavélicas do malvado, e vai, e vai, e vai. Veja comendo pipoca, e esqueça assim que as letrinhas subirem.
Man on a ledge
Man on a ledge: o Perseu largou de matar monstros mitológicos, foi preso, escapou e agora armou um gambito para roubar um diamante gigante enquanto ameaça pular de um prédio ao vivo na TV. Tudo isso para provar sua inocência do roubo do tal diamante. Uau, que coerente! Queria muito saber se a cena de basejump-em-colchão-de-ar é real. Assista com um despertador com função "soneca" de 5 minutos. Assim você pode ir acordando ao longo do filme.
170 Hz
170 Hz: Nick e Evy são adolescentes, apaixonados, e surdos-mudos. Ambos nasceram em famílias ricas, mas enquanto a Evy tem um relacionamento que parece ser bacana com os pais, o Nick é um malinha. Não chega a ser o Kevin, mas merecia uma surra de rabo de tatu por mijar na Mercedes novinha do papai. Acaba que os dois arrumam confusão nas suas casas, e resolvem fugir. O plano é perfeito: eles vão se esconder em um submarino russo encalhado, a Evy vai engravidar e só vão voltar quando a gravidez já tiver 5 meses. Que fantástico! Tudo poderia ter corrido bem, se o Kevin Nick não gostasse de ficar lendo o diário dos outros nem de atropelar membros da própria família.
The Raven
The Raven: o Edgar Allan Poe, entre um poema e um copo de mé, acaba enrolado com um serial killer que mata suas vítimas de acordo com obras do próprio Poe. Inventaram para ele um par romântico maior de idade - visto que na vida real o pinguço se casou com a priminha de 13 anos - que justificasse a morte por auto-imolação (maneira eufemista de retratar que o danado morreu foi de cachaçada, voluntário ou não). Como diria o corvo, "é um filme bestinha, e nada mais".
Carrie
Carrie: depois de Ladyhawke, mais um medo de infância, arruinado. Eu preciso parar de rever as coisas que me davam medo. A Carrie fez o que toda vítima de bullying gostaria de fazer, tivesse poderes telecinéticos: assar, fritar, tostar, esquartejar, mutilar, empalar e enforcar os filhos de quenga que a humilharam e fizeram sofrer. Carrie é a minha heroína - não que isso torne o filme bom. Como toda obra do Stephen King (com raras exceções), começa bem, tem um clímax foda e termina numa brochada de pedir por Viagra na veia. Pontos de atenção para: 1) adolescentes nuas e semi-nuas em filmes 2) sangue cor-de-rosa. Coisas que só a década de 70 fazia por você.
The double
The double: creio que o Richard Gere queria ter trabalhado em Tinker, taylor, soldier, spy, e não conseguiu vaga. Aí ele arrumou esse roteiro aí, e achou que era um filme. Depois de muitos anos desaparecido, um assassino soviético chamado Cassius volta a atacar e cortar pescoços. Por conta disso, a CIA corre atrás do Gere (que é um ex-agente) e também de um agente-calouro, recém saído da pós-graduação - que teve como tema exatamente o tal do Cassius. Só que assim como em bailes de carnaval, as coisas podem não ser o que parecem. E tome agente duplo, agente triplo e clima insosso. Veja e esqueça. Ou nem veja.
Snow White and the Huntsman
Snow White and the Huntsman: "ficar velho é uma merda". Deve ter sido isso que a Charlize Theron pensou quando a escalaram para fazer o papel de rainha má, teoricamente mais feia que a Branca de Neve. Só a diferença de idade e o "estar na modinha" podem justificar a escalação da insossa do Crepúsculo para "mais bonita do mundo". Injustiças à parte, há grandes vantagens em ser uma rainha bruxa - e a maior delas, de longe; mais do que conseguir virar corvos; mais do que ficar eternamente jovem às custas das almas dos outros; é ter um T-1000 como espelho particular. Aliás, muito mais esperta teria sido a Charlize se mandasse o espelho acabar com a Branca do Crepúsculo - mas nãããão, ela tinha que mandar ninguém menos que o Thor. Por essa grande idiotice, mereceu morrer e virar petróleo. "Snow White" não é tão ruim quanto Mirror, mirror, mas no sentido de "comer carne podre não é tão ruim quanto beber diarréia". Passe longe.
Haywire
Haywire: eu nunca tinha ouvido falar em Gina Carano até ver esse filme. Ela tem o rosto da Sandra Bullock, o corpo da Feiticeira, a pele do Edward James Olmos (ou do Lúcio Mauro) e a capacidade de atuação do Cigano Igor. Ah, e ela dá mais porrada que o Anderson Silva, então nem pense em chamá-la de "cara de areia mijada". O filme em si é uma grande bobagem, que deve ter custado milhões só pelo elenco: Ewan McGregor, Michael Douglas, Channing Tatum e Antonio Banderas. Na verdade, eu devia ter é desligado quando vi que o Banderas estava nessa. Resumidamente, a Gina faz parte de uma empresa que presta serviços ao governo dos Zuza. "Serviço" pode ser descrito como rapto, assassinato, espancamento ou algo que o valha. Ela cai numa cilada, fica com o nome sujo, quer vingança, etc. Fuja.
Mirror, mirror
Mirror, mirror: acho que o trailer de Snow White and the Huntsman tinha ficado na minha cabeça, e eu estava esperando um filme de capa e espada, com monstros e raios para todo lado. "Mirror, mirror", é uma produção bollywoodiana feita Hollywood, com direito a personagens caricatos, humor bestinha e uma dança ridícula ao final. Não vou nem dizer que é péssimo: dado que é um filme para crianças, direi que não me agradou.
Lockout
Lockout: quando vi que era do Luc Besson, tive até alguma esperança. Tolinho. O filme parece mais uma história do Philip K. Dick, porcamente adaptada à telona. Mas só parece. Na prática, é um script idiota qualquer de ficção científica que recebeu milhões em orçamento e produziu uma bobagem. No futuro, os prisioneiros perigosos são mandados para a MS One, que chamarei de Carandiru Sideral. O Carandiru Sideral tem fama de fazer experiências malévolas com o cérebro dos internos, e por conta disso a filha do presidente dos Zuza - que é também embaixadora dos direitos humanos - vai lá tirar a prova dos nove. Calha que ao mesmo tempo, os bandidos mais malvados da órbita terrestre resolvem se libertar e sentar o dedo em todo mundo. Por sorte, o Guy Pearce tinha acabado de ficar com o rabo preso com o governo federal, e concorda em ir ao espaço mostrar aos presos com quantos pipocos se destrói uma estação espacial. Pense numa mistura de Duke Nukem, Capitão Nascimento e o Master Chief.
Heavy Metal 2000
Heavy Metal 2000: resumidamente, os caras pegaram a Taarna (do primeiro filme), mudaram o nome e as (poucas) roupas, e regravaram. O Loc-Nar agora é uma chave para a fonte da imortalidade, que deixa loucos todos os que a tocarem. Obviamente, um bombadão fedorento toca na chave, fica louco e sai matando a rodo. A Taarna agora se chama Julie, e é uma das últimas sobreviventes de um mundo que o tal bombadão sapecou. Replay pouco é bobagem.
Assinar:
Postagens (Atom)